domingo, 12 de outubro de 2008

Estamos mais "INGNORANTES"?

O avanço descomunal da tecnologia trouxe evoluções gigantescas para a humanidade em todos os aspectos possíveis, mas paralelo a isso vem surgindo uma legião de ignorantes, ou de pessoas que pararam na evolução da sua cultura e do seu aprendizado.

Um exemplo nítido dos benefícios do avanço tecnológico é a medicina. Hoje estamos vivendo mais e com melhor qualidade porque a medicina deu largos passos graças a tecnologia e a rapidez dos meios de comunicação modernos para propagar este conhecimento.

Um exemplo negativo desse avanço tecnológico é forma automática e descartável como estamos aprendendo, a qual é objetivo deste artigo. Hoje temos muito mais informação, temos mais ferramentas de pesquisa, temos rapidez e facilidade na busca destas informações e temos como trocar e propagar estas informações das mais diversas formas possíveis para qualquer lugar do mundo. Com tudo isso, muitos não estão usando esta gigantesca oportunidade para filtrar o supérfluo e adquirir conhecimento centralizado, correto e de maneira eficaz.

A verdade é que a nova geração que já nasceu dentro da internet, não sabe como usar um dicionário ou uma enciclopédia. Eles não têm o hábito nem o prazer para a leitura, pois habituaram-se com o copiar e colar e pra isso basta que leiam apenas o que interessa.

Antigamente, tínhamos que ler um livro pra tirar informações. Nas alternativas mais rápidas, procurávamos o que queríamos lendo. Hoje, procuramos o que queremos com um Ctrl + F (nos editores de texto ou arquivos PDF) e digitando a palavra desejada. Isso sem falar no Google, que já traz tudo prontinho e mastigadinho.

É óbvio que estas opções devem ser usadas e não estou fazendo nenhuma defesa ao retrocesso. Uso muito o Google, uso o Ctrl + F pra localizar uma palavra ou expressão num arquivo, mas uso isso como uma ferramenta a mais para implementar meu conhecimento e não como uma forma de obter informação rápida, sem me preocupar com os fundamentos.

Um exemplo bem claro disso que estou falando é o método de ensino de algumas escolas. Algumas têm um método "decoreba" e consequentemente, descartável. Elas ensinam aos seus alunos que o Brasil foi descoberto por Pedro Álvares Cabral, em 1500, onde na verdade deveriam debater este tema e questionar se ele realmente foi o primeiro a pisar nesta terra, tendo em vista que alguns livros trazem informações da presença de outros desbravadores antes de Pedro Álvares Cabral. A simples mudança na forma de pensar faz uma grande diferença, mesmo que o final seja o mesmo. A busca da informação, o senso crítico, a opinião, o ponto de vista, devem sempre prevalecer sobre qualquer outra coisa.

Hoje muitos procuram informações descartáveis sem a menor preocupação com o senso crítico ou com a origem e veracidade destas informações, principalmente em escolas e universidades. Estamos pensando menos. Vejo isso como um problema, pois devemos usar a tecnologia, e mais especificamente a informática, como uma ferramenta e não como alguém que pega na nossa mão e faz nossas tarefas.

Um exemplo claro dessa degradação do conhecimento que acontece hoje, é a forma como estão modificando a língua portuguesa, em locais como chat, blogs ou programas de mensagens instantâneas.

Antes, crescíamos lendo, fazendo redações, e todos os trabalhos escolares eram escritos. Aprendíamos a língua portuguesa porque vivíamos em meio a prática dela, quer seja numa carta, num documento, ou num texto qualquer. A nova geração de robôs expressa-se literariamente mais em chats, messenger e blogs do que em meios escritos à mão, ou que exija uma leitura mais aprofundada. Isso faz com que esta nova geração tenha mais contato com a linguagem dos chats do que a linguagem dos livros. Por isso a ignorância.

Embora não concorde, é do conhecimento de todos que a língua portuguesa sofreu modificações nos chats para adaptar-se a rapidez. Algumas palavras foram abreviadas para agilizar, afinal um chat preza pela rapidez e não pela gramática. Você virou vc, beleza virou blz, também virou tb e por aí vai. Porém, tem algumas mudanças que vão na contramão da abreviação para escrever rápido. A palavra "não" virou naum. O "só" virou soh e o "é" virou eh. Que lógica é essa que coloca uma letra a mais e descaracteriza a palavra original? Fora essa existem inúmeras outras formas de "escrever" que são criadas sem nenhum embasamento e por pessoas sem a menor idéia do que estão escrevendo.

Veja a seguir um exemplo retirado de um diálogo num blog:

ahhh rushe eh vc!!!
To passando pra devolve o comentario!!!
Se o paulo dexase ja teria foto dele mas ele eh mtoooo chatu sabe!!! rsrsrsrs
Bjim

Pode-se observar claramente que trata-se de um "QUASE" analfabeto. Não por causa das "gírias" de internet, mas porque a maioria das palavras que ele tentou escrever normalmente neste diálogo, escreveu errado. Ou seja, não sabe escrever.

O "Tô" é aceito como abreviação de estou, mas deve ter um acento circunflexo (essa é compreensível e dá pra desculpar). A palavra devolve, na verdade quer dizer devolver e logo a seguir a palavra "comentário" está sem o acento agudo. Logo depois a palavra dexase, é capaz de fazer Machado de Assis se contorcer em seu túmulo e ainda depois desse crime o "JÁ" está sem acento agudo. Sem falar no nome Paulo em letras minúsculas. Quem duvidar pode conferir este texto em http://www.flogao.com/rushe.

Só detalhei este assunto porque ele demonstra para que lado estamos caminhando e dá pra ter uma idéia simples do tamanho do problema que temos hoje.

Não adianta criarmos políticas de inclusão digital, baixar impostos pra facilitar a compra de computadores, colocar computadores em todos os lugares se não cuidarmos de temas como este. A inclusão digital é importante sim, mas junto a esta inclusão é importantíssimo que caminhe a educação e a conscientização deste problema crescente na nossa juventude. De quê adianta uma geração que sabe operar um computador, mas é incapaz de dissertar um texto com uma opinião sobre algum tema? De quê adianta uma geração que sabe usar o computador para encontrar uma informação, mas não sabe falar sobre ela, ou defender uma posição?

Citarei dois exemplos de atitudes e ações que contribuem para esta mudança de mentalidade.

Uma idéia que atende a esta necessidade é o Edubuntu. Um Linux voltado a estudantes e com programas voltados à educação. A idéia desta distribuição foi ideal, pois ela faz com que o Linux seja mais uma ferramenta de aprendizado, e não somente uma ferramenta de busca, pra copiar e colar. O foco desta distribuição foi nos estudantes, mas a mesma atitude pode valer para as outras distribuições também, pois todas podem ser ferramentas de conhecimento.

Outra opção que considero primordial para a mudança deste quadro negativo são os cursos de informática e escolas. Os cursos e escolas deveriam preocupar-se em transformar o computador em uma ferramenta e não preocupar-se em fazer com que o aluno aprenda a operar um computador sem saber o que fazer com as informações. Uma coisa depende da outra, mas o aprendizado não deveria parar, por exemplo, quando o aluno aprende a usar um editor de texto. Tudo bem que um curso de informática não deve ensinar redação, por exemplo, mas deve fazer o aluno pensar, introduzindo esta mentalidade na sua cultura e encaminhando-o da melhor forma ao aprendizado total, que vai dar conclusão ao que foi iniciado com o aprendizado digital.

Cabe a todos nós, que trabalhamos com informática, a responsabilidade de levar este questionamento a esta geração que está passando por este problema. Estamos caminhando rumo a uma geração completa de ignorantes, mas ainda há tempo para recuarmos e modificarmos esta história. Acredito que devemos usar a informática para este fim, como um meio de melhorar nossa sociedade. A informática tem este poder e nós, programadores, desenvolvedores, técnicos, designers, professores, temos nas mãos a oportunidade de ensinar e mostrar como devemos usar a informática a nosso favor de maneira correta.

Por: Djair Dutra C. Jr.

Fonte : http://www.vivaolinux.com.br/artigo/Estamos-mais-INGNORANTES

terça-feira, 23 de setembro de 2008

MaK dA P - Emocionalmente Envolvido EP
























Tracklist

mak.da.p - Emocionalmente Envolvido EP 2008

01 - mak.da.p - tempo (intro)
02 - mak.da.p - dying rose
03 - mak.da.p - embriagado da escuridão
04 - mak.da.p - planeta organico
05 - mak.da.p - organic
06 - mak.da.p - skit - Canto
07 - mak.da.p - in the rain
08 - mak.da.p - ja nao ha fidelidade
09 - mak.da.p - miss you
10 - mak.da.p - the love song

"meu presente de aniversario para voces"

.:mak.da.p:. - 22/09/08

mak.da.p myspace

Baixar Agora!!!!

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

BREVEMENTE "Hip Hop No Teu Ouvido"

Brevemente um album de remisturas de algumas acapellas do album da COTONETE RECORDS "MAIS HIPHOP NO TEU OUVIDO".
O Album sera de distribuiçao gratuita via internet e "maquetes" e brevemente anunciar-se-a como sera possivel obter o mesmo.O produto foi concebido por PRIME AKHIM e chamar-se-a "HIPHOP NO TEU OUVIDO".

domingo, 7 de setembro de 2008

Actualizaçoes...para breve

Estes ultimos dias tem sido agitados para mim, a resolver umas cenas que nao podem ficar para depois...mas com muitas ideias e materias para postar.Ainda esta semana espero voltar com mais textos e entrevistas(nao me cobrem isso). Eu e Prime Akhim ja estamos a preparar a segunda parte do HARD TALK e em breve vamos discutir mais ideias interressantes.(Afonso Brown)

terça-feira, 2 de setembro de 2008

O Rei Fela Kuti (1)


Fela Kuti nasceu em Abeokuta, no estado de Ogun, na Nigéria em uma familía de classe média. Sua mãe, Funmilayo Ransome-Kuti, foi uma feminista atuante no movimento anti-colonial, e seu pai, Reverendo Israel Oludotun Ransome-Kuti, um pastor protestante e diretor de escola, foi o primeiro presidente da União Nigeriana de Professores. Seus irmãos Dr. Beko Ransome-Kuti e Olikoye Ransome-Kuti, eram ambos conhecidos na Nigéria.

Ele foi viver em Lodres nos anos 58 para estudar Medicina, mas acabou decidindo estudar música no Trinity College of Music. Lá, ele formou a banda Koola Lobitos, tocando um estilo de música que chamaria posteriormente de Afrobeat. O estilo era uma mistura do Jazz americano com o Highlife da África Ocidental. Em 1961, Fela casou-se com sua primeira esposa, Remilekum (Remi) Taylor com quem ele teria três filhos (Femi, Yeni e Sola). Em 1963 Fela voltou para a Nigéria, reformou o Koola Lobitos e trabalhou como produtor de rádio para a Empresa Nigeriana de Transmissão . Em 1969 Fela levou a banda para os Estados Unidos. Lá, Fela descobriu o movimento Black Power através de Sandra Smith , uma integrante dos Panteras Negras, que influenciaria fortemente sua música e suas visões politícas e renomeou a banda para "Nigeria 70".

De regresso dos EUA

Fela e sua banda, renomeada para "Africa '70" retornaram para a Nigéria. Ele então formou a República Kalakuta, uma vila, um estúdio de gravação e uma casa para muitos ligados à banda a qual mais tarde ele declarou independente do Estado da Nigéria. Fela montou uma discoteca no Empire Hotel, chamado de Afro-Spot e depois Afrika Shrine, onde ele cantava regularmente. Fela também mudou o seu nome do meio para "Anikulapo" (que significa "aquele que carrega a morte no bolso"), declarando que o seu nome do meio original, Ransome, era um nome de escravo. As gravações continuaram e a música se tornou mais motivada politicamente. A música de Fela se tornou bastante popular entre os cidadãos nigerianos e africanos em geral. De fato, ele decidiu cantar em um Pidgin baseado no inglês de forma que sua música pudesse ser apreciada por indivíduos de toda a África.

O estilo musical de Fela Kuti é chamado Afrobeat, o que essencialmente é uma fusão de jazz, funk e cantos tradicionais africanos. Possui percussão de estilo africano, vocais e estrutura musical que passa por jazz e secções de funky horn. O "endless groove" também é usado, com um ritmo básico com baterias, muted guitar e baixo que são repetidos durante a música..Alguns elementos presentes nas musicas de Fela são chamados de call-and-response (chamada e resposta) com o coro e alguns simples mas significativos rifes. A música de Fela quase sempre tem mais do que dez minutos, alguns atingindo a fasquia de vinte ou trinta minutos. Essa é uma das muitas razões que sua música nunca atingiu um grau de popularidade substancial fora da África (Mas como só depois de morto é que somos reconhecidos).Os principais instrumentos de Fela, era o saxofone e o teclado, mas ele também tocava trompete, guitarra e ocasionalmente solos de bateria. Fela se recusava a tocar musicas novamente após já tê-la gravado, o que por sua vez retardos sua popularidade fora d África. Fela era conhecido por sua performance, e seus concertos eram tidos como bárbaros e selvagens. Ele referencia sua atuação como um jogo espiritual underground.

Em 1974, a polícia chegou com um mandado de busca e um cigarro de cannabis, o qual tinha a intenção de ocultar em posse de Fela. Ele se deu conta disso e engoliu o cigarro. Em resposta, a polícia o levou em custódia e esperou para examinar suas fezes. Fela conseguiu a ajuda de seus companheiros presos e entregou à polícia as fezes de outra pessoa, Fela foi assim liberado. Ele então relatou o incidente em seu lançamento Expensive Shit.

CF (ExodoMental) adaptado daqui

sexta-feira, 29 de agosto de 2008


colaboraçao : ExodoMental

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

O Rei Fela Kuti



Nao foi um simples musico, a quem o chama de Bob Marley de Africa 43 albuns, chegou a fazer campanha para ser presidente da Nigeria...leia em breve a materia elaborada por ExodoMental sobre este grande homem aqui no xitapora.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

The Disposable Heroes of Hiphoprisy - Television The Drug Of The Nation



Muitos da minha geraçao, os que viviam em zonas urbanas, pelo acesso a tv, devem ter visto este video.Passava muitas vezes na TVM, e é das poucas imagens que resistiu em mim até hoje ao lado de Miami Vice, Michael Knight e Rua Sesamo.Esse som marcou-me muito porque mesmo sem entende-lo na altura...gostava do vibe e da sequencia de imagens...e é uma influencia real de tudo aquilo que sou ou faço hoje.Yah...hoje em jeito de nostalgia decidi partilhar aquilo que gosto convosco, nunca tive o album, so curti o video, mas sou fan até hoje.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

RICHARD STALLMAN NO XITAPORA PODCAST


Confira a no XITAPORA PODCAST a entrevista de Richard Stallman concedida a Radio luna do Equador em 2006, onde este guru da informatica, activista politico, pioneiro da filosofia do Software Livre e fundador do mesmo movimento, justifica a defesa o software livre e sua luta contra a patente de softwares e a expansão da lei de copyright.Destaca que ajudar o seu próximo é um recurso essencial em uma sociedade , a diferença em uma sociedade livre é compartilhar. Acrescenta que a democracia tem que resistir as empresas. Fala do poder democratico das empresas, acrescentando que nas mesmas a democracia conta menos que o negocio.Confira a entrevista aqui.

O declínio da cultura hacker

Nos anos 1980, a comunidade hacker, que até então dominara a vida de Stallman, começou a dissolver-se. A emergência do "software portável" (software que poderia ser feito para funcionar em tipos diferentes de computadores) era agora um problema para o modelo de negócio dos fabricantes de computador. Para impedir que seu software possa ser usado em computadores dos seus concorrentes, os fabricantes pararam de distribuir o código fonte e começaram a restringir a cópia e a redistribuição de seu software. O software restrito tinha existido antes, mas agora não havia nenhuma escapatória dele.

Em 1980 Richard Greenblatt, um companheiro hacker do laboratório, fundou a Lisp Machines Incorporated para vender Máquinas Lisp, que ele e Tom Knight criaram no laboratório. Mas Greenblatt rejeitou o investimento exterior, acreditando que os rendimentos da construção e da venda de algumas máquinas poderiam ser reinvestidos no crescimento da companhia. No contraste Russ Noftsker e outros hackers sentiram que o capital providenciado por investidores externos era melhor. Sem um acordo, a maioria dos hackers restantes do laboratório fundaram o Symbolics. Symbolics recrutou a maioria dos hackers restantes e faziam oposição ao laboratório de AI. Symbolics forçou Greenblatt a renunciar, citando políticas do MIT.

Quando ambas as companhias entregaram o software proprietário, Richard Stallman sentiu que LMI, ao contrário de Symbolics, tinha tentado evitar de ferir o laboratório. Por dois anos, de 1982 ao fim de 1983, Stallman duplicou os esforços dos programadores do Symbolics para impedir que ganhessem um monopólio nos computadores do laboratório. Por esse tempo, entretanto, era o último de sua geração dos hackers no laboratório.

Ele rejeitou um futuro onde tivesse que assinar acordos de não-divulgação, onde ele tivesse de concordar com não compartilhar o código fonte ou informações técnicas com outros desenvolvedores de software, e executar outras ações que considerou contrárias de seus princípios. Ele escolheu ao contrário - compartilhar seu trabalho com os outros, o que considerou como um espírito clássico da colaboração científica.

Stallman pregava que os usuários do software deveriam ter a liberdade de "compartilhar com seu vizinho" e poder estudar e fazer mudanças nos softwares que usam. Disse repetidamente que as tentativas de vendedores de software proprietário de proibir estes atos são "antisociais" e "antiéticas". A frase "software deve ser livre" é algumas vezes incorretamente atribuída a ele, mas Stallman diz que esta frase é a mola mestre da sua filosofia. Para Stallman a liberdade (de alterar e redistribuir software) é importante por causa dos usuários e da sociedade, não por quaisquer melhorias que traga ao software.

Conseqüentemente, em janeiro 1984, parou seu trabalho no MIT para trabalhar em tempo integral no projeto do GNU, anunciado em setembro 1983.

Stallman jamais obteve o grau de Ph.D., embora tenha recebido vários títulos honoríficos de diferentes universidades do mundo, sendo Doctor honoris causa por pelo menos seis delas.


Fonte : http://pt.wikipedia.org/wiki/Richard_Matthew_Stallman

Sociedade Anonima e Invincible no XITAPORA PODCAST

Confira sons e matérias sobre Sociedade Anonima e a MC Invincible de Detroit no XITAPORA PODCAST apartir daqui .

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Dina Dee-Mente Engatilhada



Ela é Dina Dee. Não tem nem RG. Toda vez que fez um, perdeu. Não tem endereço nem paradeiro. O celular roubaram quando visitou o marido na cadeia. Não tem emprego, nem dinheiro, nem religião. Perdeu a guarda do filho de 6 anos. O pai, mestre-de-obras, morreu engasgado com um pedaço de carne num boteco. Quem andava por perto achou que era trago. Ele ainda se arrastou até o banheiro. Terminou de morrer na privada. A mãe, camelô, foi assassinada dentro de casa há um ano. Morreu devagar, noite adentro, asfixiada com o guardanapo de pano que lhe enfiaram na garganta, as mãos e os pés amarrados com os fios do varal de roupas. Dias depois o companheiro de Dina foi vingar a sogra, acabou baleado e preso. Dina Dee ficou só. Dela própria, só tem as rimas.
Não tem alma de rapper, tem a carne mesmo. Aos 26 anos, ela transforma feridas arrombadas em letras.

Fonte: http://www.minasbeatserimas.blogspot.com/

XITAPORA PODCAST : A nossa novidade a caminho do XITAPORA XXII

O xitapora acaba de lancar mais um projecto para os navegadores da internet.Este espaco de divulgacao de musicas nacionais e internacionais de todos os generos faz parte da remodelacao do projecto xitapora que culminara com o XITAPORA XXII.Enviem os vossos materiais, musicas, fotos, e textos sobre vossos projectos para o xitapora@hotmail.com . Acessem ja agora o podcast aainda em fase de construcao apartir daqui.

Este sera um espaco de revista e divulgacao de albuns e musicas.Estao todos convidados a colaborar.

domingo, 17 de agosto de 2008

Tsunela Ka Murolo


O prometido é devido e homens de palavra cumprem as suas promessas!O ja anunciado, pelo menos nos bastidores e nos blogues, Influencias Urbanas começa a dar o ar da sua graça. Tsunela Ka Murolo é o single de avanço e uma amostra daquilo que o colectivo 911, atraves do Paiol Sonoro, tem feito nos ultimos tempos.
Para mais informaçoes: http://911-estudio-generico.blogspot.com/

imagem :http://911-estudio-generico.blogspot.com/

Cotonectando o People Outra Vez : Izlo H " Frente a Frente "



A label do momento no hiphop esta mesmo em alta e nao para de trabalhar, dando continuidade ao sucesso do Azagaia, e depois de Pitcho eis que a Cotonete Records de Joy Haydn e Companhia Limitada traz-nos mais um som e video que da sequencia a tematica que ja nos habituaram com Babalaze.

Artigos e reportagens para o xitapora

O blog esta neste momento a inicar uma remodelaçao que culminara com um novo layout e introduçao de mais categorias de debate como as tecnologias, politica (sociedade) e mais outras por anunciar. O xitapora pretende também "recrutar" um colaborador para escrever cronicas e artigos regularmente no blog, pelo que aguardamos as candidaturas.Encorajamos candidaturas femininas.
Enviem vossos artigos e reportagens para xitapora@gmail.com. (Afonso Brown)

Honestidade intelectual exige-se (1)

Gostei da honestidade intelectual do Drifa. Trata-se, no caso vertente, do pronunciamento feito na rubrica "o propósito", da revista O TUNEL. Num dos temas do seu álbum "Muitos Chamados Poucos Escolhidos" que, no meu imaginário, é um dos melhores álbuns de Hip Hop nacional no que a conteúdo se concerne, porém o que me levou a escrever estas linhas não se correlaciona com a qualidade do álbum. Mas sim, prende-se com o que passo a citar: "se teu olhar é de discriminação, então estás infectado pela ignorância", acerca desta frase e/ou versos, Drifa, quando chamado pela revista a explicar os propósitos dos temas que fazem o seu álbum, no ponto referente ao tema, disse honestamente que a frase em questão não é da sua autoria, e acrescentou que "ouvi numa publicidade".

Uma atitude de se louvar, principalmente quando proveniente de, minha opinião, um dos melhores mc´s que a Pátria Armada pariu. Portanto, deve a si, acima de tudo, honestidade absoluta.

Drifa ao ser honesto intelectualmente, faz algo que os mc´s simplesmente detestam fazer. Mas fá-lo bem, porque muitas vezes, no cenário Hip Hop nacional os liricistas transformam ideias alheias em suas, apossam-se da criação intelectual dos outros, e não só, veiculam-na como se obra sua fosse. Acontece muitas vezes, que essas citações furtamente plagiadas constituam o ponto mais forte de suas letras. Recordo-me de uma música do mc mais ovacionado no país, Azagaia, na qual num dos trechos afirma que "não basta combater a pobreza absoluta" e exorta que antes se "combata a riqueza absoluta", presumo que os versos sejam esses, porque já não me recordo exactamente como o são de facto, palavras de autoria de Mia Couto, que revestem a letra de uma profundidade inabalável, mas indevidamente pronunciadas, porque no caso vertente o mérito vai na totalidade para o autor da letra e não para o indevidamente citado. Há mais casos de plágio na história do Hip Hop Moçambicano.

Penso que é dificil dizer que estamos a citar no meio de uma música, mas acho que o Hip Hop criou o termo "como diz..." para que não incorressemos na usurpação do pensamento alheio. Mas as capas do álbum servem para mencionarmos de onde retiramos alguns trechos das nossas músicas.

Continua....



POR : XIGONO



quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Então? 'Que fazemos?Matamos a fome ou ficamos kets?

Então? Já era iinevitável confrontar esse pedaço inacabado de vida diante de mim, apoiado em velhas muletas , que também deviam estar a precisar de outras muletas para se apoiarem em longas e porque não intermináveis caminhadas...ou arrastadelas pela cidade de Maputo em busca de qualquer coisa para se aguentar para mais uma outra arrastadela até uma outra próxima coisa...e a sequencia de coisas e arrastadelas seguiriam até que ele se tornasse finalmente numa coisa bem feia sendo arrastada por outras coisas. Fixei os olhos naquela forma de vida, e pensei comigo mesmo, a sorte dele foi pior que a minha...Eu que sou fruto duma longiqua noite adultério em plena sexta feira, nos murros escuros do bairro indigena, uma noite em que os ventos quase levaram as chapas de zinco que serviam de tecto para aqueles dois corpos poeticamente unidos num escancarado panha moeda, no quarto da tia Joaquina numa frénetica rapidinha após uma sessão de copos de canhú algures num senta baixo perdido no mesmo buraco urbano...pelo menos posso olhar para ele e dizer “Tás mais fudido que eu cabrão”. E não era para menos, estavámos num dilema...ele precisava de 5 paus para um pão e eu tinha o mesmo guito para uma soruma. Então? Que fazemos?Matamos a fome ou ficamos kets?
É mesmo um dilema, uma pergunta bem difícil de responder...acredito que sim, perguntem aos políticos e aos donos da mola deste país! (Afonso Brown)

O triunfo dos porcos


Sempre actual...de leitura obrigatória...eles ainda andam por aí...



" Major, o porco, diz: - Agora, camaradas, vou falar do meu sonho da noite passada. Sonhei como seria a Terra quando o homem desaparecesse..."

" O Homem é a única criatura que consome sem produzir. Não dá leite, não põe ovos, é muito fraco para puxar o arado e não corre o bastante para caçar coelhos. Pois apesar de tudo é o Senhor de todos os animais...

..." Tenho mais uma coisa a dizer-vos. Eu insisto: - nunca vos esqueçais que é vosso dever serdes sempre e de todas as maneiras inimigos do homem. Tudo o que anda com dois pés é inimigo. Os que andam com quatro pés ou têm asas são amigos"

" Todos os animais são iguais mas alguns, são mais iguais do que outros"

" Mas quanto mais os animais lá fora olhavam, mais lhes parecia que alguma coisa de estranho se estava a passar. O que seria que se tinha alterado na cara dos porcos?....mas o que seria que se estava desvanecendo e alterando?

...Não havia dúvidas agora sobre o que estava acontecendo às caras dos porcos. Os que se encontravam lá fora, olhavam do porco para o homem, do homem para o porco e novamente do porco para o homem, mas era já impossível distinguir uns dos outros."

George Orwell, Animal Farm

Fonte:http://maramar.blogs.sapo.pt/16081.html