sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Depois do álbum Tudo Se Vende, Tudo Se Compra, o rapper Y-NOT também conhecido como Yazalde-Yazalde colocará disponível na Garagem a partir do dia 21 de Dezembro de 2009 o álbum que se intitula As Ultimas Palavras que segunda ele marca o ponto final a sua carreira.
O Hip-Hop moçambicano está de parabéns por receber um dos primeiros álbuns a solo com duplo CD numa altura que poucos MCs e/ou Grupos conseguem lançar um único álbum na carreira.
O álbum conta com produções de Drifa, Fechadura, Scam, Mak Da P, Baba X, Gringo, El Puto, Lams, Dj Nene, MVA, Leo e No Blast. Participações dos membros do seu Grupo Náuseas (Y-Not, Drifa, Fechadura e Demo), Izlo H, Azagaia, 4 Ases, Stupa Serious, Leo, Júlia Duarte, Tira Teimas, Janeiro, C.B. Fat e Anna Flor (que a sua alma descanse em paz).
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
INDIEHIPHOP FEST
Vai a doêr, vamos ter em palco artilharia com nivel de destruiçao massiça em mais uma edicao IndieHiphopfest: Para quem esta devidamente informado sobre o rap periferico a grande media, sabe do que se fala aqui, veja só:
MC’s: Kay Real, Big Ghost, Shakal, Magnezia, Real Vice, K7’s Azuis, Souldierz Camp Click, Nhez, LW e Xitiku Ni Mbaula
Os grandes shows de rap acontecem em pequenos lugares, se tiver duvidas venha conferir. Fora a grupos como Trio Fam, First Class, Azagaia, Izlo H, Pitcho, Magnezia ou Micro 2 nenhum outro grupo(excepto os que não estão muito activos) foi capaz de manter a postura necessaria quando se fala de palco. O elenco deste IndieHiphopfest foi feito a pensar no rigor que cada um destes nomes apresenta na sua performance. Não percam RAP DO BOM que se faz por aqui.
sábado, 19 de setembro de 2009
No meu Playlist : JamStudio
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
XIGONADAS
Antigamente as pessoas queriam criar-se uma reputação: isso já não basta, a feira tornou-se demasiado vasta; agora é necessário vender aos berros. A consequência é que mesmo as melhores gargantas forçam a voz e as melhores mercadorias não são oferecidas por orgãos enrouquecidos; já não há génio, nos nossos dias, sem clamor e sem rouquidão. Época vil para o pensador: devemos aprender a encontrar entre duas barulheiras o silêncio de que se tem necessidade e a fingir de surdo até chegar a sê-lo. Enquanto não se tiver chegado a isso, corre-se o risco de perecer de impaciência e de dores de cabeça.
Autor: São Mateus
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Ensaio sobre o plagio.Primeiro Acto: Os hiphopers moçambicanos ainda confundem-se com os americanos e portugueses?
Até que ponto os hiphopers moçambicanos se confundem com os americanos e tugas?Imitam ideologias de rappers tugas ou americanos ou simplesmente partilham das mesmas?inspiram-se ou plagiam?Roubamos ideias ou roubamos o produto na sua totalidade?
quem nunca plagiou?nao seremos todos uma cambada de imitadores?
A anos atras curtia um dos albuns Da Weasel, meu grupo tuga preferido, e ouvia sempre uma frase mais ou menos assim "muita gente quer ser original mas no fim acaba imitando aquilo que acha original"
Vamo debater ideias e nao pessoas, quando este post roçar a polemica vou retira-lo imediatamente do blog!
Por: Afonso Brown
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Eu estou de tangas,tu estas de tangas,nos estamos de tangas
Quem nao esta de tangas?aos que nao estao de tangas desafio-os agora a apresentar-me 10 (dez) solucoes para que o nosso hiphop nao esteja de tangas, que tristemente se encontra desde os tempos desses ai(?????) como diz o Afirmativo (leiam as mensagens no guest book que inspiraram este post imparcial...)
Afonso Brown
um gajo de tangas numa sociedade de tangas
sábado, 9 de maio de 2009
Iveth: uma forma simples de ser genial!
Hoje despertei, anda era madrugada, um tanto a quanto saturado com meu playlist.Sou entusiasta do rap americano em todos sentidos, nao nego que escuto-o diariamente e muitas vezes nao dou espaço ao rap nacional...nao ha dia que nao escute algo da Def Jux, desde Cannibal OX até Mr Lif, e ultimamente desde Junk Science até El-P, e tantas obras que vem desde os tempos que senti um amor a primeira vista pelos Company Flow!Mentalidade indie!
Mas hoje dei uma vista de olhos nos folders que os meus putos tem baixado nos blogs, rarmente baixo sons nos blogs, os ultimos que baixei foram cenas de Suky (a anos que sou fan incondicional da sua lirica) e Tcheco Label e mais um som de Black C enviado pelo Mak Da P, Black C é tambem um dos meus top MC’s, mas dizia que dei uma vista de olhos nos folders e encontrei uma cena da Iveth.Fui invadido por uma curiosidade, confesso que nao acompanhei a carreira a solo da Iveth, insistia que nao me identificava com as suas abordagens...e eu que sou devoto de um rap mais extravagante e agressivo dificilmente me renderia as suas reconhecidas qualidades.Mas hoje acordei humanista e cidadao de mundo, e com fome de ouvir cenas diferentes, entao deixo tocar o Intro da Iveth e sou imediatamente esbofeteiado por uma declamaçao poetica invejavel em todos sentidos, desde a poesia em si até a voz a que me condenei a acompanhar com mais cuidado desde hoje.Iveth mais do que uma grande mulher é uma fonte de sabedoria que vai se tornando inesgotavel, ela é visivelmente algo que influencia mais do que se deixa influenciar e hoje também declaro solenemente a independencia total do meu coraçao depois de ouvi-la.
Ouvi-la é dar continuidade aos grandes escritores universais, é sentir o prazer de pensar e é acima de tudo redefinir o sentido das palavras "grande mulher."Ergui-me para ouvi-la e nao vale a pena voltar atras.Para quem ainda nao escutou, recomendo o single, poeticamente evoluido, obra inigualavel!Admiravel trocadilho na passagem da proxima vencida...ou seria vemSida?
Tou aguardando o disco.Serio Haydn, é mesmo sério pah!
NB:Isto nao eh um reviwe da obra ou coisa parecida porque nao estou autorizado a faze-lo. e muito menos entendo de rap .
Afonso Brown
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Sociedade Anonima : musicas para radio em breve...
Aguardem
Estorias sem fim : Maria Tereza (1a parte)
de domingo onde o sol reaviva nossos sonhos e esperancas.Percebeu meu olhar, esbocou um sorriso propositadamente envergonhado...mas convidativo e desafiador.
Sua juventude nao disfarcava alguma malicia criada pelos desenganos desta vida, sua beleza tentadora, explicita e proibida, perturbava meus pensamentos...e aquela rua por onde transitivam sexagenarias e criancas apressadas para a missa dominical, onde se ouvia conversas de putos na ressaca de mais um fim de semana, naquela rua de mil e um mundo parecia que so existiam duas almas:Eu e Ela!
Entao dirijo-me a ela, contendo o meu passo, viajando em seu decote branco relacando seus seios grandes, redescobrindo a boca vermelha e aqueles olhos grandes perfeitamente combinando com a sua pele clara,suas trancas de adolescente, sua saia comprida e preta descrevendo aquelas curvas celestiais,era uma rainha em saltos altos.
Aproximei-me, perguntava a mim mesmo, "onde diabo estao as palavras agora que preciso delas?", entao ela sorri e diz:
"Entao quando e que vai decidir-se senhor Afonso Brown?, ou nao gostou da encomenda?".Embaracou-me!Definitivamente embaracado, e as palavras traiam-me,"Nao tinha a certeza,e..que..bem, a senhora deve ser a Maria Tereza?".
Olhou para mim sem dizer nada, o silencio invadiu aquela rua, aproximou-se de forma desafiadora e pos suas maos macias sobre o meu peito protegido pelo meu velho sobretudo, senti o perfume dela, desiquilibrador, encarou-me e falou baixnho:"Nao sabia que homens de aco tambem gaguejam".
Derrota!Senti-me inferior diante daquela beleza, anos e anos de guerras pela conquista das ruas de Maputo,brigas corporais vencidas e 'trabalhos' perfeitamente executados nao me davam forca suficiente para encara-la.Sua beleza era um perigo!um perigo para mim!Tentei recuperar alguma dignidade...
"Qualquer aco, filosofia, conviccao se renderia a tua beleza!E mesmo bela como me disseram senhora Maria Tereza"...disse essas palavras alternando-as com pensamentos em que a possuia em meus bracos, em que minhas maos percorriam pelo seu corpo,...pensamentos, sao livres e ninguem os controla.
Olhou-me nos olhos, e perguntou-me:"Que tanto tortura-te para buscares a morte senhor Afonso Brown?,Que pecados cometestes?"
FIM da 1a PARTE
(por : Afonso Brown)
quinta-feira, 12 de março de 2009
Parabéns Haydn Joe
Parabéns ao engenheiro Haydn Joyce e a sua familia.
Afonso Brown
Parabéns Nelson e Mércia
Esperamos ainda que Drifa, depois de Muitos Chamados e Poucos Escolhidos, que tive a honra de participar, nao deixe de contribuir com mais obras para o nosso hiphop.
Parabéns ao casal Nelson Cazonda e Mércia Cazonda.
Afonso Brown
sexta-feira, 6 de março de 2009
Y-NOT PREPARA UMA BOMBA ATOMICA.
Depois do álbum intitulado Tudo Se Vende, Tudo Se Compra do qual passamos em revista no link aqui, Y-NOT promete mais violência nos seus versos impares. Dizemos impares porque ninguém escreve igual ou semelhante a este rapaz, igual a ele, somente ele mesmo. Impróprio para pessoas muito conservadoras, sem rodeios e nem permissão para usar palavras pesadas em situações de alta cortesia, temas pouco vulgares no cenário de Hip-Hop, etc…fazem de Y-NOT um pólo de referencia obrigatória.
Desta vez, permita-nos apresentar o tema AS DATAS DE MORTE que fará parte do seu álbum intitulado AS ULTIMAS PALAVRAS cujo lançamento está previsto para finais de Abril
Artista: Y-NOT (Yazalde-Yazalde)
Musica: As datas de morte
Álbum: As ultimas palavras
Produção: Mak Da P
Letra:
Eu achei um livro com grandes informações
Ela é muito velho mas acho que vale até hoje
Está intitulado as datas de morte
Prestem atenção, vou começar a ler o report
Coro I
Vem veio, vai (8X)
Coro II
Quem veio, vai
Ninguém pode negar
O dia e a hora que a morte quer chegar
Está marcado, traçado, dito e escrito
Prestem atenção vou começar a ler o livro
Verse I
Em 2010, se vai o Fidel Castro
e Angola festeja a morte de José dos Santos
Em 2011, se vai o Guebuza
Para fazer o show leva consigo o mano Stwart
Em 2012 a Graça fica viúva ao quadrado
Bay bay Mandela, vai procurar outro chefe de estado
Ainda em 2012, Angola chora
Uma lágrima no canto do olho, se vai o cota Bonga
e Moçambique se recente pela perda do MC Roger
Um ano depois, se vai mais um Papa
mas não será desta vez que virá um papa negro
porque o racismo existe até no Vaticano
Ainda em 2013, a Luiza Diogo fica viúva
Felizmente um atentado verdadeiro contra o Silva
Dizem que o primeiro foi falso
O tal que eu vi com os meus olhos
em 99 quando era um caloiro
Em 2014 se vai o Roberto Carlos
mas seus versos continuam a bater por todos tempos
2015, uma morte esperada e desejada
Finalmente Marcelino dos Santos chega ao fim da estrada
Em 2016, a medicina ainda não faz milagres
Se vai o super Joaquim Alberto Chissano, o grande
Um ano depois, finalmente o Dhlakama
se vai embora sem nunca ter chegado a ponta vermelha
Coro I
Coro II
Verse II
Tem a data de Samora e Jonas Savimbe
Arafate, João Paulo II e Notorious BIG
Azagaia, Mutola, nigga Izlo H, Salamao Moyana e um nome que não consigo vejo bem
Tem a data da Brenda, da grandissima Zaida Chongo
Escrito em letras maiúsculas como Thazy e Umberto Delgado
Tem a data do Daviz Simango, Paunde e Lina Magaia
Omar Albachiry e todos que se foram embora
Tem a data da Iveth, a data de Valete
e dos reclusos executados sobe abuso de poder
Aqui tem todas as datas, as datas de toda a gente
Afinal ninguém é imortal, ninguém viverá para sempre
Ainda em 2016, se vai Alice Mabota
também o fodelhão do camarada Jacob Zuma
Ainda em 2017, se vai Omar Kadaf, Desmond Tutu e Condolisa Rice
Em 2018, se vai o Bush pai, também Zico, Mulembue e Coffe Anan,
Dama do Bling, AC - o manda Chuva,
tambem Sezaria Évora , Gina Papper e Capadona
Coro II
Essa coisa de falar de morte arrepia um pouco. Sabes?
Mas eu não estou aqui a inventar data nenhuma
Estou simplesmente a ler o que alguém escreveu.
E eu não sei quem escreveu
Isso foi escrito a sensivelmente 100 milénios atrás
Podes lançar qualquer nome que eu consulto num instante
Davil Drain, C.B. Fat, Edgar Da Blax, Municua, Mak Da P, Muhive
Hah ahi
(baixe a musica aqui)
Y Not?...he still one of the best of the qualified men...
é preciso nos esforçarmos em demasia para estarmos indiferentes as suas rimas descaradas
e politicamente incorrectas!Imaginemos que o rap moz seja coerente e glorifica os seus
maiores talentos, entao Y-Not é mesmo aquilo que diz dele mesmo, The Legend...
Um dos Maiores MC's que estas terras um dia pariram...imaginemos que a opiniao nao esta
sistematicamente viciada, entao ele é lendario como seria Black C, Olho Vivo, Shackal e
tantos outros...hehe...mas também nao estarei eu aqui sistematicamente a viciar opinioes?
A verdade é que o homem que um dia disse FUCK YOU JESUS...ta de volta...e ninguem deve
ficar indiferente...até porque hoje ou amanha todos nos estamos condenados um dia a dizer
Y-NOT THE LEGEND.
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
Sociedade Anonima :1999-2009 A Caminho da Longevidade...com novas musicas para as radios
sábado, 27 de dezembro de 2008
Amerikka's Most Wanted

ntre os anos de 1998 e 2000 trabalhando em seus dois álbuns, War & Peace - Volume 1 (The War Disc) e War & Peace - Vol. 2 (The Peace Disc).O primeiro volume "War", foi lançado em 17 de Novembro de 1998 pela Priority Records, e o segundo, "Peace", em 21 de Março de 2000. Assim como em seu clássico "Death Certificate" abordou um tema "vida e morte", Cube explorou o dialeto "paz e guerra" nestas duas horas de música.
Os rumores de uma possível reunião do grupo N.W.A foi alimentada com o lançamento de War & Peace Vol. 2 (The Peace Disc), que trazia a faixa "Hell Low", produzida por Dr. Dre (co-produzida por Mel Man) e com participação do próprio Dr. Dre e MC Ren. Uma faixa estilo cômica "You Ain't Gotta Lie", com participação de Chris Rock, além da participação de Krayzie Bone no single comercial "Until We Rich". Outros artistas famosos a participar do álbum foram Mack 10 e Jayo Felony.
The War permitiu a Cube estravazar toda sua agressividade em faixas como "Dr. Frankenstein," "Once Upon A Time In the Projects 2" e no single "Pushin' Weight,". The War também marcou uma parceria entre Ice Cube com a mega-platinada banda de Rock, Korn em "Fuck Dying". O rapper cantou com o Korn ao vivo em sua turnê "Family Values". "Levar minha música aos fãs do Korn foi uma experiência bem interessante, porque a maioria da audiência me conhecia apenas pelos meus filmes", disse Cube sobre a experiência.
Embora Cube tenha mantido o estilo gangsta em Peace, LP, Vol. 2 traz alguns samples bem dançantes usados em festas populares, dando ao álbum um estilo mais suave. "War and Peace é meu melhor trabalho em anos. A produção em ambos os álbum é muito superior a qualquer um que eu lancei. Peace vem como uma pegada diferente, um estilo diferente do que eu até então havia feito".
Ice Cube teve seu primeiro contato com o rap na escola, quando seu colega de classe Kiddo lhe fez um desafio. "Um dia ele me perguntou se eu já tinha escrito um rap antes. Eu disse a ele, você escreve o seu, e eu escrevo o meu, depois veremos qual ficou melhor. Eu ganhei", relembra Cube, que começou a aparecer no grupo C.I.A., do qual faiza parte com Sir Jinx e K-Dee. Através do primo de Jinx, Cube conheceu Dr. Dre, e juntos começaram a rimar em clubes noturnos. "Nessa época começamos a fazer mixtapes e vender na vizinhança", diz Cube. Dre fazia parte da banca World Class Wreckin e eu da C.I.A. Decidimos juntar os dois grupos. Essa fusão daria origem mais tarde ao N.W.A".
No começo de 1987, Cube escreveu "Boyz-N-The-Hood" para Eazy-E e "Dopeman" e "8-ball" para o N.W.A, foi quando entraram em estúdio para gravar. Cube sabia que estava fazendo um bom trabalho mas estava inseguro sobre seu futuro. "O jogo do rap não era muito sólido naquela época, então decidi voltar pra escola". Quando Cube saiu do instituto de Tecnologia de Phoenix, suas músicas estavam bombando nas rádios. Os singles de Eazy-E e do NWA já tinham vendido milhares de cópias. Cube voltou a escrever rimas para os álbuns "Eazy Duz It" e "Straight Outta Compton", após isso, o mundo do rap nunca mais foi o mesmo.
O álbum do N.W.A. "Straight Outta Compton", foi o álbum mais influente desde "Never Mind the Bollocks" do Sex Pistols. Junto com o sucesso vieram as polêmicas. O diretor assistente do FBI, Milt Ahlerich, enviou uma carta para a gravadora alegando que o álbum incentivava o desrespeito as leis e a polícia. O álbum ganhou disco de platina. "Straight Outta Compton teve mais impacto na indústria do rap que qualquer outro álbum", disse Ice Cube.
Em 1989, a relação entre Ice Cube e Jerry Heller, o empresário do NWA começou a estremecer. Cube escreveu 10 das 13 faixas de Straight Outta Compton, incluindo "Dopeman," "8 Ball" e "Express Yourself", e sentiu que deveria receber mais que os $30.000 que ganhou em decorrência das vendas do álbum que vendeu cerca de 3 milhões de unidades. Por este motivo, Ice Cube se desligou do grupo e começou a colaborar com o Public Enemy.
Energizado pela liberdade e pela troca de idéias com Chuck D e os outros membros do Public Enemy, Cube lança o clamado álbum Amerikkka's Most Wanted. O álbum foi outro em 10 dias e platina em três meses.
Em seu livro, "It's Not About A Salary: Rap, Race and Resistance", Brian Cross escreveu sobre o impacto que o álbum causou ao ser lançado. O escritor se refere a Amerikkka's Most Wanted como o mais crítico dos álbuns de hip-hop até então lançados. Segundo ele, o álbum não entrete o ouvinte com estórias e sim com críticas severas vistas de diferentes perspectivas.
O EP, "Kill At Will" foi ouro rapidamente, mais uma vez. A música "Dead Homiez" foi uma surpresa. Cube sabia que corria o risco de parecer mais calmo, expondo seu lado vulnerável e sentimental. "Dead Homiez" criou um novo tema para os gangsta rappers.
"Eu estava lendo um monte de livros nessa época. Aprendendo muito sobre o mundo, prestando atenção na história, na política. Antes disso eu apenas tentava ganhar dinheiro. A leitura me fez mudar mentalmente e ver o mundo de outra forma", disse Ice Cube.
No Halloween de 1991, o segundo LP solo de Ice Cube, "Death Certificate", vendeu milhões de cópias e ocupou a segunda posição dos quadros da Billboard. Death Certificate fala sobre como vive um jovem negro em uma sociedade cada vez mais opressora, além de abordar tópicos polêmicos como drogas, repressão do estado, brutalidade da polícia e imigração. Lançado poucos meses antes dos motins de Los Angeles, em 1992, "Death Certificate" acabou sendo marcado como um álbum profético.
Neste ano, "The Predator", ocupava a primeira posição dos quadros pop e R&B simultaneamente e ganhou platina em quatro dias.
"Lethal Injection" foi seu quarto álbum em quatro anos. Embora também tivesse ganho disco de platina, Cube sentiu que o jogo do rap havia mudado subitamente. "Nessa época, ninguém mais queria ouvir esse tipo de rap. Toda aquela geração estava voltada para o filme de Malcolm X. A era do G-funk estava começando. Era um novo tipo de música. As pessoas não queriam mais ouvir um rap com temas sérios", diz Cube.
"Eu estava fazendo filmes, dirigindo vídeos, tentando produzir outros grupos", Cube disse. O rapper tinha dirigido dezenas de vídeos, (20 até aquele momento).
Em virtude de sua fantástica performance em "Boyz in the Hood" de John Singleton, Cube fez uma série de aparições em outro filmes, entre eles "CB4", "The Glass Shield", Higher Learning," "Anaconda", além de co-estrelar o filme "3 Kings" com George Clooney. As pessoas sempre perguntam a Cube se ele prefere fazer filmes ou músicas. O rapper responde. "Se oportunidadces aparecem você tem que pegá-las. Eu acho que posso estar em todos os setores do entretenimento".
Cube também encontra tempo para produzir muitos de seus parceiros. Dois deles, Mack 10 e WC, que se juntaram a ele para formar o Westside Connection. "Eu estava cansado de fazer álbuns solo, estava afim de trabalhar em grupo. Comigo, Mack 10 e WC trabalhando juntos, o Westside Connection nasceu meio que naturalmente", disse Cube.
Algum tempo depois, Cube voltou a encontrar tempo para retornar a carreira solo. "Quando você tenta gravar, escrever roteiros e produzir filmes, fica muito difícil fazer boa música. Eu queria terminar o trabalho no filme "The Player's Club" e fazer meu álbum. "War & Peace" é meu melhor trabalho desde Death Certificate."
Ice Cube permanceu no topo do hip-hop por mais de uma década. "Eu continuo vendendo tanto quante antes. Continuo tendo o mesmo reconhecimento", ele diz. "No hip-hop, as pessoas sempre querem novos artistas, mas quando eu realmente quero trabalhar, sou insuperável. É por isso que sempre estive no topo", conclue.
fonte:http://www.centraldorap.com/content/view/86/28/
(24-set-2007)
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
PASSAR O NATAL SEM O TÚNEL? nada disso.

De acordo com Soares e Mateus Matsinhe, finalmente já esta disponível a terceira edição da revista O TÚNEL e pode ser encontrada nos locais habituais:
. NA LOJA CNA NO SHOPRITE (cidade de Maputo & Matola)
. Aeroportos De Moçambique (Tabacarias)
. Hotel Rovuma
. Super Mares
. Supermercado Luz
. Correio da Manhã (Julius Nyerere)
. Bombas da Galp &
. Outros Pontos da Mabuko.
Agora em tambvem Nampula no Hotel Girassol
Compre e Habilite-se a ganhar brindes como T-shirts (Mak Da P, Micro 2, Original Guindza) e CDs (Paiol Sonoro – Tsunela e Micro 2 – Caneta & Papel)
O Túnel – Mais que Música

